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quinta-feira, 26 de abril de 2018

Viver da arte



Bibica está indignado

Bibica Di Barreira,
pré-candidato a
presidente.


O gênio




Tia escrota

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Além de queda,coice



Pecadora

Augusto dos Anjos

Tinha no olhar cetíneo, aveludado,
A chama cruel que arrasta os corações,
Os seios rijos eram dois brasões
Onde fulgia o simb’lo do Pecado.

Bela, divina, o porte emoldurado
No mármore sublime dos contornos,
Os seios brancos, palpitantes, mornos,
Dançavam-lhe no colo perfumado.

No entanto, esta mulher de grã beleza,
Moldada pela mão da Natureza,
Tornou-se a pecadora vil. Do fado,

Do destino fatal, presa, morria
Uma noute entre as vascas da agonia
Tendo no corpo o verme do pecado!

Tem que comer

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O peido da velha

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quarta-feira, 25 de abril de 2018

Diarreias mentais - CXIII


Sucata

Há algumas décadas, num veraneio numa praia paradisíaca do Rio Grande do Norte, um grupo de amigos jogava cartas.
Um deles estava com muita sorte e batia todas as mãos.
O dono da casa, puto porque estava perdendo, comentou:
– Porra! Desse jeito você vai levar até a minha mulher! 
O sortudo, batendo mais uma, replicou:
– Sucata por sucata, eu fico com a lá de casa mesmo!


Ciduca Barros é escritor e colaborador do Bar de Ferreirinha

Se ligue

-ARREPENDIMENTO NÃO MATA, SÓ MOSTRA
O QUANTO VOCÊ FOI IDIOTA.
  

Sonhos de pai

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Vizinha escrota

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Cagando

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Pergunta e resposta fela da puta

-TRÊS HOMENS CAÍRAM NO RIO E SÓ DOIS
MOLHARAM O CABELO.POR QUÊ?

-POR QUE UM ERA CARECA.


Escolha



Da amizade

Hercília Fernandes

Quando gosto,
gosto
sentimento gratuito
destituído de primeiras
segundas
ou mesmo terceiras
intenções

e tenho dito...

Romantismo



terça-feira, 24 de abril de 2018

Medida desesperada



Era uma vez...

Ivar Hartmann

Tenho algumas dezenas de anos militando na justiça. Aluno, advogado, juiz e promotor. Sou de um tempo em que o STF reunia os luminares do direito brasileiro e era o último passo de carreira dos melhores promotores, juízes e advogados do Brasil. Um gaúcho do STF, Ministro Thompson Flores, uma vez me apresentou a um colega seu, nos corredores do Supremo: “É pena que o Ivar não tenha seguido carreira na magistratura!” Foi o maior elogio que já recebi. Porque todos nós que militamos na justiça tínhamos dos Ministros a opinião de que eram os homens mais honrados, justos e competentes dos tribunais brasileiros. Alguém ainda acredita nisso? Muitos Ministros se abastardaram. E levam para a fossa comum os outros. Temos ainda bons e maus Ministros. Pela sua importância tinham que ser todos bons. Antes homens que mantinham a toga em silêncio e trabalhavam com afinco. Hoje estão nas luzes, e muitos deles defendem em seu trabalho os interesses pessoais de bandidos. Para não ficar nas entrelinhas, especificamente Dias Toffoli, Lewandowski, Gilmar e Alexandre, ligados umbilicalmente a Dilma, Temer e Lula. O trio que aperfeiçoou a podridão no país. Como se diria: gente da pior estirpe. Que pouco ligam ao que a população pensa deles. Confiam na impunidade.
A mesma que fez agora o Toffoli liberar o Maluf. Para dizer aos brasileiros: eu posso. Eu sou ministro do STF. Estou acima da Lei e da Ordem. Porque a ordem pública deve ser considerada. É ela que manda o bandido Maluf ficar preso, morrer na prisão se for o caso, para provar que a Lei é para todos. Há, no entanto um problema para eles. O povo furioso. Recebi dia destes um Whatsapp impressionante, que mostra o que está por vir. Dizia textualmente: “Entre a Carmen Lúcia e a Tia Carmen, quem vocês acham que sabe comandar melhor um puteiro?” Vexatório! Mais que vexatório. Mostra o grau de desrespeito ao STF que ele criou para si. Então temos que na Praça dos Três Poderes, nenhum é confiável. Que as pessoas só acreditam nos juízes e promotores que não estão nos Tribunais. Assim - e aí o perigo - como acreditam que o Exército seria a salvação. Não é. Pensarão: pior do que está, não fica. Não sei. Tem tanto milico encostado em político que já não são mais virgens. Alguém tem alguma sugestão? Porque tudo parece convergir para a impunidade dos poderosos e a vontade de enriquecer desonestamente dos demais.


ivar4hartmann@gmail.com

Esse começou cedo

A jornalista entrevista um famoso deputado:
- Deputado, o senhor pode nos dizer como começou a sua carreira de político?
-  Foi logo na infância, eu ainda estudava no primário...
- No primário?Espantou-se a jornalista.
- Sim! Um dia meu pai me chamou e disse: "Filho, a partir de hoje eu vou lhe dar mil reais toda as vezes que você tirar uma nota maior que 7". Então, eu cheguei para a minha professora e falei: "Escuta, dona Cátia, a senhora não gostaria de ganhar quinhentos reais de vez em quando?".

Agora feda



A gente se cobra tanto...


Isabela Gonçalves
A gente se cobra tanto o tempo todo. São tantas as coisas que a gente quer fazer, aprender, ser, conquistar, conhecer. Aí a gente vai se frustrando quando não consegue. A gente passa a se cobrar cada vez mais. Olha para o espelho e só vê o que não é, o que não foi. Vamos parar por aí.
Temos que ser mais gentis com quem somos, com o que somos, fazemos e queremos. Tá acima do peso e com vergonha de sair de casa? Larga disso. Seja gentil com você, vista algo e vá a um lugar que goste, sorria. Um sorriso muda muita coisa, principalmente quando dirigido ao espelho.
Começou uma atividade nova e não está conseguindo acompanhar o ritmo? Desistir? Não. Seja gentil com você e com o tempo que o seu corpo e sua mente levam para trabalhar. Espere.
Sabe, a gente passa a maior parte da vida tentando agradar aos outros. Na escola, na escolha de uma faculdade, no trabalho, em casa, em uma roda de amigos. Tudo bem. Agradar é bom. Mas, e quanto a nós? O que a gente faz de bom para gente? Você sabe se elogiar? Eu tenho a maior dificuldade para falar coisas boas sobre mim para mim (quanto mais para os outros). É isso que tem que mudar. Ser gentil é ser atencioso, cuidadoso, é um gesto de amor e a gente… A gente também precisa fazer isso com a pessoa que nos encara no espelho.

Recadinho

-TEM MUITA MALA SEM ALÇA
SE ACHANDO BOLSA DE GRIFE.
      

O amor muda com o passar dos anos



Lindinho

       
                                           Dadazinho
          Se não está fácil pra mim que sou modesto,
          imagine pra quem não é inteligente e bonito.
                  

Fácil saber quem peidou



segunda-feira, 23 de abril de 2018

O amor é dor que desatina sem doer

Com uma saudade grande, a mina liga pro cara toda derretida.
O diálogo entre os dois mostra que o amor é fogo que arde sem se ver, é ferida que dói e não se sente:
- Oi amor, tô morrendo de saudades. Queria muito te ver!
E ele:
- Oi gata, eu também! Como você tá?
- Tô sem nadinha... Você acredita?
- Uau! Assim você me deixa louco. Pode mandar uma foto?
- Posso... Lá vai!


Sons da janela

Avenida Paulista, São Paulo - Foto: Raul Júnior
Heraldo Palmeira

A sinfonia urbana invade nossas vidas sem licença, sem parcimônia. Alguns sons diretos; outros carecendo de tradução para que se entenda a cidade que nos rodeia a partir dos seus sonidos.

Estou convencido de que certas coisas só existem para cultuar o sadismo. Ou há alguma explicação razoável para que britadeiras, furadeiras e serras elétricas comecem a destruir o mundo britanicamente no primeiro segundo do horário permitido?

Demoram apenas o suficiente para nos expulsar do que resta de sossego na vida moderna e calam como que por milagre! Quem prestar atenção verá que raramente funcionam no período da tarde.

Cedo desmancham nossas camas, esculhambam qualquer oração matinal, desandam qualquer conversa familiar ao redor do café – dos poucos privilegiados que ainda tomam o desjejum em casa e em família...

Na cena comovente de todas as tardes, o rapaz percorre a área comum do condomínio ajudado por outro. É um caminhar longo para ele. Sofrido. Emite o mesmo som, “Uuufff!”, a cada passo custosamente dado. Sou testemunha ocular daquela luta diária pelo dia seguinte, amparada numa relação de afeto e dedicação do cuidador cuidando pacientemente do seu paciente.

De vez em quando, o mesmo cachorrinho reclama por latidos aflitos da solidão em que foi deixado pelos seus donos. Soa, naquela angústia do bichinho, o retrato dessa covardia de criar animais de forma e em locais inadequados. Coisa de humanos que desenham um afeto oblíquo, obrigando essas pobres criaturas a sofrer para cumprir a função de acalentar carências e falências emocionais de gente.

Preciso ser justo: o cachorrinho é um lorde, só late quando – imagino – está em seu próprio limite nervoso. E o faz de forma delicada, como se tentasse incomodar o mínimo possível. Apenas quer chamar atenção e deixar claro que cachorro detesta ficar sozinho.

Em dois ou três momentos do dia, gritos esganiçados e longos. Sempre três. E somem misteriosamente. O porteiro mais antigo garante que é um jovem com distúrbios mentais que mora na vizinhança. O zelador aposta que é um papagaio não sei de quem, num prédio mais adiante. Parece haver certa lenda, ninguém sabe quem realmente emite aqueles sons.

Há outro som que entra quase cerimonial pela minha janela. Uma sirene que toca pontualmente ao meio-dia. De domingo a domingo. Há quem afirme que está num prédio comercial da Paulista. Há quem garanta estar no prédio em frente, o da Gazeta.

Tenho inclinação pela segunda hipótese, pois há uma tradicional instituição de ensino funcionando naquele edifício clássico, um dos ícones da famosa avenida. Imagino, por minha conta e risco, que em tempos mais antigos tocasse em diversos horários de entrada e saída das aulas. Sobrou o toque único ao meio-dia, como que tentando manter vivo um tempo que já não existe.

Esse toque também ganhou aspecto de lenda: todo mundo diz alguma coisa a respeito e ninguém sabe direito do que se trata. Continuamos apenas ouvindo o aviso diário de que o dia chegou ao meio. Como um sinal de comando para as pessoas lembrarem que é hora do almoço, de dar uma parada em favor de si mesmas.

Mais para o final da tarde, meninos e meninas quase sempre solitários chutam bolas contra a parede atrás de uma das traves da quadra de um condomínio. Sem qualquer preocupação de fazer gols, dar belos chutes sonhando estar num jogo de estádio lotado. Nada além de descarregar a agressividade e apurar a paciência da vizinhança.

Ao redor de tudo, sobre tudo, o rugido impaciente do trânsito transformado em território de feras – talvez antigos chutadores de bolas em paredes. Aceleradas, buzinas, xingamentos e imprudências dominando a cena. Como se esse elenco de impaciências pudesse pulverizar o carro ou qualquer outro obstáculo que está à frente, sossegar a ansiedade de avançar alguns centímetros no engarrafamento.

Volta e meia, a voz rouca das ruas, as multidões espalhadas pela mais paulista das avenidas para festejar ou protestar, lançam seu som inconfundível janela adentro. Chegam como convites ou alertas para o movimento de sair ou não de casa.

Ao fim de cada dia, o som mais calmo da noite prepara terreno para a balada que toca na madrugada. Sempre insone, sempre macia. Saindo de um disco escolhido ou do rádio. O único momento de afago que nunca falha, que acalma o ouvido, já que o som da chuva é incerto. Só vem quando bem entende. Para lavar a alma.

A sinfonia urbana toca forte todos os dias e se renova eliminando velhos sons e inserindo outros novos. Embala o tempo compondo vidas, quase sempre sem que vidas e sonoridades se deem conta uns dos outros. Apenas são e soam. Sem controle, sem catalogação, sem importância aparente. Até que tudo se cale. E o silêncio revele que o som faz falta.